sábado, 24 de novembro de 2012

Obs.: Ano de 2012

Ela estava sentada na calçada, sentindo o vento ao contrário do seu rosto e sentindo o mesmo vento contrário na sua vida. Todos os dias quando acordava, tentava se encorajar. “Mais um dia”. Era mais um dia fingindo que tudo estava bem. Havia um buraco em seu coração, em que ninguém conseguia preencher. Ela tinha medo de se entregar. Medo de confiar demais, e amar mais do que deveria. Amar tanto, tanto, tanto, que deixasse de amar a si mesma. Ou que amasse mais do que era amada. Seu coração estava repleto de sequelas, e ela não teria mais forças para se reerguer se algo a atingisse novamente. Então preferiu permanecer no chão. Sempre ouvia portas batendo, e sua mãe aos berros. Se perguntava se a culpa de tudo isso era dela. Se seria melhor se ela decidisse partir. Os “E se…” a assustavam. Ela estava cercada pelos “mas”; Nuncas nada estava bom. Sempre algo a incomodava. Quando algo estava bom demais, ela já se preparava emocionalmente pelo que viria. Nunca foi a primeira opção de alguém. Era sempre a segunda, ou nem se encaixava em alguma das opções. Vivia em seu mundo privado, tentando se proteger deste mundo egoísta. Enterrava a cabeça em seus livros e imaginava se um dia a vida dela seria como em histórias que a gente ouve por aí. Se um dia ela conseguiria amar novamente, e se um dia alguém iria amá-la de verdade. Mais difícil ainda, era imaginar alguém que chegasse e não partisse. Alguém que realmente gostaria de quem ela era. Alguém que tentasse a desvendar, e que preenchesse o vazio no seu coração. Ninguém desconfiava, mas a 3ª Guerra Mundial acontecia dentro dela. As vezes a perguntavam porque ela sempre estava olhando para o céu. Ela dizia que era para observar as nuvens, quando na verdade, era para impedir que as lágrimas descessem correndo pelo seu rosto. Ela nunca se encaixou no padrão que a sociedade queria. Ela sempre tinha que discordar em algo, somente para não ser igual. Somente para ser ela mesma. Sua mente era aberta, e o coração fechado. Ela a trancou a 7 chaves, e a engoliu, para que nunca mais pudessem invadi-lo e devasta-lo novamente. Ela ainda nem tinha conseguido reparar os estragos que já tinham sido feitos. Todos os dias se sentava na calçada, e observava como as pessoas caminham estressadas, sempre tentando agradar alguém que não era elas mesmas. Pior ainda, era quando via pessoas sorrindo, e se perguntava se um dia iria poder sorrir com vontade (…) 

  -Larissa Martins 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012





Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção. E tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão, uma estrela de brilho raro, um disparo para um coração. A vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês. Vivendo num país sedento, um momento de embriaguez. Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter… Um dia me disseram quem eram os donos da situação, sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão. E tudo ficou tão claro, o que era raro ficou comum, como um dia depois do outro, como um dia, um dia comum. (…) Quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime também. Quem duvida da vida tem culpa, quem evita a dúvida também tem… Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter.
Engenheiros do Hawaii.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Morte Do Capotado

  Seis horas, meu celular toca, hora de começar mais um dia, tenho que levantar, tomar café e ir trabalhar.
  Bom, já me arrumei e tomei meu café da manhã agora vou trabalhar. Pego meu carro a  caminho da empresa. Quando no meio do do rua vejo dois carros capotados.
   Saiu do meu carro correndo para ver se as pessoas de dentro dos carros estão bem e chamo a emergência. 
  Me aproximo do primeiro carro, tinha um homem, ele estava bem e não tinha se ferido. Vou no outro carro, o carro estava mais amassado vejo a pessoa de baixo do carro, ele estava respirando, mais não parecia estar muito bem.
  A ambulância chega e leva o senhor para o hospital mais próximo. E eu vou para o trabalho, estava ruim por ter visto o acidente. 
  Quando chego na empresa, recebo a noticia que o senhor tinha falecido no caminho do hospital.  

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

E se o mundo acabar hoje? Tu vai ter feito tudo que queria? Será que você não ia se arrepender de nada? Será mesmo que dormir e deixar o tempo passar é a melhor solução? Será que você realizou seus sonhos? Deu valor pra quem merecia? Será que tu sorriu sempre que teve oportunidades? Você nunca sabe do amanhã, tem que tá preparado sempre. Não deixe as oportunidades passar, você só vive uma vez, não tenha medo, não tenha vergonha, para de ser tímido. O que te faz bonito é a sua diferença! Quer um bom motivo pra você continuar em frente? Olha no espelho, lembra de tudo que você passou, você é forte, percebeu? Quando tempo você perdeu fazendo coisas desnecessárias? Vai lembrando de tudo agora, pensa bem… Mas ai, tudo tem concerto, se o mundo acabar hoje, faça esse pouco tempo valer a pena.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

“Sou assim mesmo,sem explicação,apenas eu.”

Vejo nosso passado, e sonho com o nosso futuro. O problema é o nosso presente. Ou apenas meu. Eu ficava imaginando como seria nós andando numa praça de mãos dadas como um casal. Mas sinto que isso não vai acontecer. Tenho meus medos, angústias, desejos… E o maior deles, é você. Apesar de ser meu maior desejo, é meu maior medo. Tenho medo de ser verdade. De você não me amar como eu amo você. Mas a cada segundo que passa, eu tenho essa certeza. Meu medo vive me assombrando. Simplesmente com seu belo sorriso, e seu jeito meigo. Vivo desejando um futuro sem passado, um presente sem dores, um futuro com você, e você sendo o maior de meus amores. Meu sonho é acordar com o cheiro do seu perfume no lençol, ver você dormindo ao meu lado, porque isso é tão difícil? O problema sou eu? Não, o problema não sou eu, e sim a minha necessidade de você, necessidade de acordar com uma mensagem de bom dia que mudaria ele inteiro, as horas passam e fico me imaginando ao seu lado, eu fecho os olhos e sinto sua respiração, no silencio da noite os tons suaves da sua voz invadem meu cérebro. Sinto medo de você não sentir o mesmo, mas ao mesmo tempo sinto orgulho por ter te encontrado, e por isso a minha vida já valeu. Eu queria uma chance pra te ter aqui comigo, eu provaria que eu posso te fazer feliz. Você é o primeiro item da minha lista e não vou parar de acreditar até você este item ser cumprido.


Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.
Mas eu não nego que te quero bem, te quero bem perto. E não é de distância que eu tô falando, eu quero você perto de mim, de coração. Quero que você fique porque quer ficar, quero que você se sinta bem ao meu lado. Quero sorrisos sinceros e abraços inesperados. Quero sentimento recíproco. Te quero, te cuido, te amo. Mas meu amor, se for vir pra depois ir embora, te quero bem longe de mim.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A útima crônica

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. 

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. 

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. 

O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. 

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."

domingo, 26 de agosto de 2012

“‎Vamos viver o hoje, e deixa o amanhã pra Deus.”

Você vai ficar longe para sempre?
- Avenged Sevenfold   

Sorrio todo dia olhando sua foto.

“Cada pensamento meu, tem um pouco de você.”


Projota 

NÃO PRECISA TER ASSUNTO, APENAS FALE COMIGO.

:'(








segunda-feira, 20 de agosto de 2012


  • A noite vem e com ela aquele friozinho perfeito pra dormir abraçado com quem você ama, mas a distancia não ajuda, e voce tem que dormir abraçado na sua coberta apenas imaginando a sua menina. Isso esta virando minha rotina, imaginar ela, mas isso um dia vai acabar e estarei do lado dela.
Não pergunte se está tudo bem, pois não está. Apenas me deixe sentada, com os braços envoltos no joelho e lembre-se do sorriso falso que dei para não te preocupar.



Distancia e ciumes, duas coisas que eu odeio mais que tudo! Você 

fica com ciumes e vem aquele medo de perder quem você ama, aí   

pra ajudar tem a distancia que não deixa você cuidar do que é 

seu, as vezes é difícil ter sentimentos.

  • O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade.

sábado, 18 de agosto de 2012

DISTÃNCIA .. DISTÂNC .. DIST .. DI .. D .. DOR!

  • “Toda a noite, a noite inteira, eu penso em ti, eu penso em te encontrar.”
Ei, estou escrevendo porque senti vontade de você, estou escrevendo pra colocar pra fora tudo que estou sentindo, procuro palavras pra descrever esse sentimento mas não encontro é algo inexplicável, indescritível{..} Eu quero estar com você a todo momento, sentir seu cheiro, poder colocar a mão entre seus cabelos enquanto te beijo. Mas eu simplesmente não posso, essa distância nos separa, separa nossos corpos de uma forma cruel, tão cruel que chega a doer dentro de mim, aperta meu coração e o deixa em pedaços. Só nós dois sabemos o que sentimos, muitos irão nos julgar dizendo que agente nunca poderemos dar certo, mais iremos mostrar que pro amor não existe barreiras. Um dia estaremos juntos e nada mais irá nos importar, pois tudo vai estar ali , eu e você bem juntinhos , agarradinhos{..} Irei deitar ao seu lado e ficar conversando coisas bobas, e ri delas. E assim que acordar a primeira coisa que irei vê é você do meu lado{..} Irei te encher de beijos e dizer “ Amor, acorda já é de manhã” e você com a carinha de sono vai pedir pra dormir mais um pouco, e eu irei dizer que sim , e ficarei ali admirando você dormir…Não há cena mais perfeita que essa, nós dois ali juntos {..} É, eu fico imaginando quase sempre como será o nosso futuro… Imagino o nosso casamento, nossa casa, nosso quarto, nossos filhos, nossas viagens, nossas tardes e madrugadas juntos nos amando como nunca.

Queria poder ter você todos os dias ao meu lado, queria

 te beijar todos os diaste abraçar. Fico completamente
 
sem rumo longe de vocêperdida … a distância é
 
ingrata.





“Pessoas certas moram em lugares errados.”

“Um dia, a distância entre nós vai se diminuir ao ponto de uma boca ficar bem próxima da outra”


Ah, que bom seria se eu soubesse
Quais as chaves para te prender
Quais as cores pra te ter comigo
Quais as frases certas pra dizer
E melhor ainda se eu tivesse
Um portal, uma máquina do tempo
Algo que te teletransportasse
Te trouxesse para mim no vento
Mas você foi pra muito longe
E a distância fere de verdade
Saudade
Saudade dói, dói, dói
Machuca o coração
Saudade dói, dói, dói, dói
Faz o amor virar solidão
Eu te espero como o mar
Espera pela embarcação
Como a flor espera a primavera
E o sol espera o verão
Eu te espero como o céu
Espera pelo avião
Como a lua espera o poeta
O amor espera o coração.








quinta-feira, 16 de agosto de 2012





Hoje desde que eu acordei estou pensando em como seria bom ter você aqui comigo.




É uma vontade de sair pelo mundo, sozinha, sem destino certo, sem ninguém saber.


Se eu tivesse a chance de te dar um beijo, te mostraria que toda a dor que a distancia nos causa valera apena.



  • Já fiz tanto por você. Já demonstrei tantas vezes e você simplesmente não viu ou fingiu que não enxergava. Não espere o tempo passar pra perceber o que realmente valia a pena e o que você perdeu. E tome cuidado… Tudo que vai, volta. Menos eu.  

(: Essa (: carinha (: esconde (: essa ):